Da leitura do segundo livro da nova versão do ITIL – Desenho de Serviço – um tópico me chamou bastante atenção dada sua complexidade e a extrema dificuldade de sua ampla compreensão (por parte do quadro executivo das organizações) e conseqüente implementação em organizações com um acentuado tom político de gestão: a composição de um serviço.
Muitos são os aspectos que precisam ser observados durante todo o ciclo de vida de um serviço:
• As necessidades funcionais associadas à provisão do serviço, ou seja, a dependência e o relacionamento entre o serviço e os demais processos de negócio já consolidados no ambiente organizacional;
• Os contratos de nível de serviço que especificam e, em tese, garantem junto aos usuários o nível, escopo e qualidade do serviço disponibilizado;
• A infra-estrutura e o ambiente necessários à operação do serviço;
• Os dados necessários ao suporte deste serviço e à provisão de informações exigidas pelos demais processos de negócio;
• As demais aplicações que possuem interface com o novo serviço e que se interagem através do intercâmbio de dados entre si;
• Os serviços e equipes de suporte necessários para garantir a operação do serviço disponibilizado;
• Os contratos e acordos de nível operacional que visam asseverar a qualidade demandada ao serviço;
• Os fornecedores de insumos e/ou componentes indispensáveis à provisão do serviço.
Mas como traduzir toda a inter-relação entre o serviço e os componentes relacionados acima? Como demonstrar as relações entre cada componente, suas interações e dependências junto a outros componentes e serviços em um ambiente decisório extremamente politizado? Como justificar, ou não, o desenvolvimento de um novo serviço após a efetiva análise de todos os componentes afetados pelo mesmo?
Neste tipo de organização com acentuada segmentação decisória, onde são constantes as alterações de prioridades e onde restrições orçamentárias são impostas por exigências legais para a realização de investimentos e aquisições, é facilmente percebível, mas não igualmente justificável, onde residem os fracassos nas implementações de serviços.
A falta de ferramentas, automatizadas ou não, voltadas à consolidação e demonstração de toda esta intricada rede de relacionamentos entre serviços e seus componentes e a já conhecida e habitual forma de atuação no estilo “apaga incêndio” (acentuando a falta de planejamento que deve preceder a fase de desenho de um novo serviço) restringem e limitam a aplicação das melhores práticas relacionadas à gestão da Tecnologia da Informação para o cenário apresentado.
E você? Já viveu ou vive estes mesmos problemas durante a execução de suas atividades? Como conseguiu contorná-los e desenvolver um novo serviço considerando todos os seus aspectos relevantes e minimizando as chances de fracasso de sua implementação?
Contribua com sua experiência e colabore com o blog no sentido de disseminar como as melhores práticas de gestão podem REALMENTE agregar valor ao negócio.






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